A ciência da inspiração (parte 1 de 3)
A ciência da computação nasceu com o conceito de algoritmo, criado conjuntamente em 1936 pelo experimento mental de Alan Turing, conhecido como Máquina de Turing, enquanto quase ao mesmo tempo Alonzo Church criava o cálculo lambda. Um algoritmo é uma seqüência finita de instruções bem definidas e não ambíguas, cada uma das quais pode ser executada mecanicamente num período de tempo finito e com uma quantidade de esforço finita. continua...
Reflexões sobre a perfeição (parte 1 de 4)
Ante a grandiosa perplexidade que a observação profunda da natureza nos imprime a alma, somos inexoravelmente levados a crer que o Cosmos – tudo o que há, que foi ou que será – é perfeito. Apesar se ser muitas vezes complexo para nós definir tal perfeição, quase sempre a associamos com a beleza, a simetria, a homogeneidade das formas naturais. continua...
Quase morte (parte 1 de 3)
Certamente a morte é um paradoxo – muitos de nós a abominam, e fogem do olhar direto ao assunto como se ele fosse uma medusa prestes a lhes petrificar; entretanto, é impossível estar vivo sem estar morrendo. A morte dos organismos humanos é uma questão de tempo, assim como a vida é também uma questão de viver no tempo que nos é dado. continua...
Através de diálogos pela internet uma vez fiquei sabendo de uma história, conforme contada por um amigo cético. Ele dizia que um amigo a quem admirava a inteligência sofreu um acidente de carro e ficou alguns dias desacordado. Ao recobrar a consciência, consta que ele perguntou “se ainda estava vivo, ou se já estava do outro lado”. Seu amigo era espírita e acreditava em vida após a morte (na realidade, em vida após a vida), e ele se perguntou: “mas como uma pessoa tão inteligente pode crer numa coisa dessas?” – Esta é uma excelente pergunta... continua...
Poucos se interessam pela etimologia – o significado e a origem das palavras –, talvez porque nunca tenham pensado mais aprofundadamente sobre o assunto, talvez porque creiam que todas as palavras e todos os idiomas tenham surgido de uma forma meio mágica, como no mito da Torre de Babel. continua...
No início do século II d.C., no mercado principal de Enoanda, cidade de 10 mil habitantes no sudoeste da Ásia Menor, foi erigida uma enorme muralha de oitenta metros de largura e quase quatro metros de altura, com inscrições baseadas na filosofia de Epicuro, e cuja finalidade era atrair a atenção dos compradores. Era uma espécie de alerta. continua...
Há tempos que a ciência tem postulado o estudo da consciência humana com um dos maiores desafios do conhecimento humano, talvez mesmo além de uma compreensão elaborada – como, por exemplo, a compreensão que temos do eletromagnetismo ou do nascimento de estrelas –, pois se trata essencialmente de utilizar o próprio objeto em estudo para realizar o estudo em si. continua...
Reflexões sobre o mal (parte 1 de 3)
Diz à lenda que o jovem Einstein corrigiu seu professor quando este, em plena sala de aula, afirmou que "se Deus criou todas as coisas, então Deus também é mau, visto que criou o mal": "Me desculpe professor, o frio existe?" – Na afirmativa do professor, ele prosseguiu – "Na verdade, professor, o frio não existe. De acordo com as leis da física, o que nós consideramos como frio é na realidade a ausência do calor." continua...